16/12/20
Perdidos no jardim dos mistérios reluzentes somos crianças a luz sublime do Sol, apenas por sermos quem somos da forma mais linda, correndo para dançar, emanando a beleza de dias totalmente imortais pela simplicidade da Natureza fluindo através de nossa essência. E a música, sempre a música que embriaga as batidas tangíveis de paralelos não palpáveis. Somente quem vive sabe o que se vive, e embora os olhares observam jamais hão de saber a frequência invisível do indivisível plausível que contorna os sonhos jamais ditos ao mundo e vividos em mil anos que foram apenas relapsos no tempo e assim tornaram-se eternos por si só. Abriu-se o buraco de minhoca para que possamos enfim conseguir ressurgir em meio a tantos dedos que apontam os lápis em suas línguas afiadas por não compreenderem o que sequer jamais sentirão por ser único em sua plenitude silenciosa. Apenas o vento consegue compreender, por ter contemplado o que a barca pode ver em sua madeira e o lago refletindo o brilho nas janelas que mostravam a plenitude no simples.
E corre pelos canteiros do palácio que estava em festa, arrastando os corações que explodiam no pulsar de um grave tão impulsionante, que voavam através das encruzilhadas e realidades que poderiam mergulhar, mas queriam apenas estar em si mesmos pois era o fim do mundo naquele dia.
Mesmo que o depois pudesse ser tudo que foi, sabiam que Alí estariam para sempre, como estão em mil por-do-Sol pequeno príncipe e até mesmo perdidos na música perdida que sempre foi pedida para dizer-se de despedida, mas como sabemos todo fim é o começo, afinal até mesmo o universo sabe dessa lei.
Expelindo-se sobre a nítida sapiência foi pela ciência da consciência que os devaneios relapsos vão entoando a suprema sintonia da melodia que espreme o suco pelo que fomos, e o tempo que de forma sucinta vai se desenrolando pelo que hoje somos, revela nosso presente como um presente a se abrir antes do Natal.
Acreditar no que se acredita é se ver no espelho e mergulhar no que se é, sem medo de se perder por saber os caminhos do labirinto do seu ser. E ser, e aparecer sem temer, através das florestas e das arestas de um delineado sutil em uma maquiagem feita com o coração em homenagem aos tempos que se foram e que sempre serão.
E continua a canção que vai deliberadamente mostrando o futuro dos sonhos mais lindos que sonhei e que pelas cores do vento o tapete a voar eu irei novamente encontrar e descobrir mil mundos só por compreender o que significa o amor verdadeiro por ter me encontrado primeiro ao encontrar o diamante bruto e ter esperanças no ciclo sem fim que nos guiará, afinal a guerra se foi e a paz reina para aqueles que compreendem o que são e não temem mais o que vão falar, afinal as vozes são tantas que no final das contas sequer importa, somente o que é sentido pelo seu sentido e novamente é sentido e se faz todo sentido simplesmente por ser sentido através de todo o caos que foi imposto sem que quiséssemos [ afinal nem nosso nome escolhemos]. Porque tudo que se perpetua através do silêncio é mais real do que se imagina, ecoa pelo eco de nossa sustância.
Assim liberta-se o que se ama em prol da liberdade em que se ame de verdade seja qual caminho for, mas pra sempre hei de cultivar em mim a magnitude do que significa o amor. E assim segue-se pela vida com novas asas para que enfim consiga o beijo de almas que se entregam sem temer os anseios e receios, só para enfim salva-lo deles mesmos.
Escalando as montanhas para ver o Pôr-do-sol mais lindo de todos, aquele que habita nos sorrisos dos que tem esperança em dias plenos e bonitos. Sim, é bonito. E pra sempre será.
Gratidão.

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