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Yeshua

sexta-feira, 9 de abril de 2021

 20/12/20

Acreditar, é um desafio quando se é posto a frente da competição. Seu coração pulsa forte e logo você precisa entrar na água com o melhor salto para poder ter o impulso correto ao mergulhar e assim conseguir uma vantagem mediante os competidores. Mas você é apenas uma criança, porém no momento de subir na baliza esquece que é humano, apenas acredita que pode vencer a estabilidade do ar junto com a gravidade que impulsiona seu corpo perante o impacto na água e seu peso, um calculo feito rápido pois o impulso de seu coração se torna mais forte e o combustível para dar o salto perfeito. E o receio das pessoas olhando, e de pagar mico.... mas tudo se torna pequeno mediante a paixão de estar ali simplesmente por amar a água.
Então é dado o apito. Você salta.
E mergulha em outro mundo, outras regras, outros impulsos, e precisa segurar sua respiração para não se afogar , e ao mesmo tempo ter a reação para continuar nadando e não se perder nos devaneios de seu pensamento por estar se comparando em não ter dado o salto perfeito. E a prova continua, você vau dando braçadas e entrando em sincronia com a água agitada que todos os outros competidores estão agitando, afinal uma competição é bem diferente de um treino convencional.
E você esquece que esta competindo e se lembra que ama estar ali, no silêncio, porque se sente em casa, porque a água te cura e você é apenas uma película que se separa de tudo, afinal também é parte dela por serem a mesma partícula porém materias diferenciadas, e que quando partir será o que tiver que ser- e eu queria ser uma estrela apenas para ver a Terra de fora e poder mandar toda a luz possível para aquecer o coração daqueles que sonham.-
Nadar é uma forma de meditar consigo mesmo, compreender seu corpo e a natureza da vida da forma mais simples, pois é apenas você e sua sincronia com sua anatomia entrando em sinergia com o universo, você então voa enquanto os outros estão com os pés no chão.
No fundo nunca me importei com as medalhas, afinal perdi todas no decorrer da vida pois parei de nadar por ter medo de ficar com os ombros largos e ficar feia para a sociedade e não arranjar um marido que me ame. Mas ai eu lembrei de quem eu era e tudo mudou.
Sou sereia, que canta pela vida dos oceanos, e que quer mostrar o quão lindo são as peculiaridades da vida, que ama observar o pôr do Sol dos diversos cantos do mundo, e até mesmo debaixo da água.
Acho que por isso amo tanto dançar, pois nada mais é do que brincar com o ar, que também é água, que também sou eu e você misturados na ausência de tempo que ninguém nunca viu mas que podemos ver através da música e dos diamantes que brilham no céu de noite. Somos a centelha divina que perpetua a mágica através dos sete véus e que entoa a sinfonia mais bela pela singeleza de ser o que se é, nada e ao mesmo tempo tudo que existe e que resiste pela imortalidade do que se é.
Pode ser uma imagem de oceano
Manoel Alves Do Amaral Filho, Silviane Izar e outras 7 pessoas
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