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Yeshua
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Eu não sabia entender. Não porque eu era "burra" ou "confusa" como eu mesma me declarava, mas simplesmente porque havia nascido em um mundo que era assim mesmo, que as pessoas viviam, faziam as coisas e não compreendiam o porque das coisas, apenas " as coisas são assim" era a resposta que mais me falavam. Não era ingenuidade sendo que na verdade a verdadeira ingenuidade era não lembrar que somos a Natureza e que cuidar de si é essencial para que todo o resto viva de fato.
Eu ficava pensando " mas se não houver mais doença o planeta ficaria cheio de gente e o que fariamos?". As pessoas apenas riam de mim como se fossem pensamentos estúpidos de se pensar sendo que tinham muita coisa para fazer. Eu já pensava em como arranjar mais planetas para as pessoas viverem e todos terem uma vida saudável e tudo mais enquanto me diziam que eu estava viajando demais e que precisava lavar a louça, secar e guardar.
Sabe, pensar essas coisas me fizeram entender melhor como as coisas podem ser, por sair da repetição de cometer erros e assumir as responsabilidades pelas decisões que vou tomando de maneira mais consciente, afinal ninguém merece morrer de fome enquanto alguns jogam comida no lixo sem sequer ter experimentado e só porque não estava com um confete colorido e não de brigadeiro.
Eram tantas discrepâncias que não fazia sentido essa dualidade e crueldade sendo que tem tanto amor a se cultivar, tanta coisa incrível a se viver e não é porque você está feliz que precisa sofrer porque tem gente sofrendo, principalmente porque não é sobre criar mais escuridão e sim o discernimento em como ajudar da melhor maneira mas antes de tudo cultivar a própria vida e ter a própria privacidade.
Ser uma comunidade não significa literalmente ser um só e deixar de lado toda sua história, mas compreender que ser um é ser você mesmo em si para resplandescer na consciência e trazer a liberdade, afinal só você tem o coração que tem. Não existe cópia.
O tempo, quando compreendi o que estavam fazendo conosco
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