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Yeshua

sábado, 2 de abril de 2011

De forma devastadora os ponteiros vão dançando perante a margem daquele céu notório. E outrora o que havia sido esperado hoje se vê o que passou. Em um piscar de olhos apenas tudo mudou em tão pouco. Ontem era um meramente uma menina e hoje estou a poucos passos de sentir-me verdadeiramente mulher. Tantos emblemas estampados nas paredes junto com o grito abafado de uma vivência prematura. Crescer não é para todos.
Não são todos que aguentam as dores de enfrentar as nuvens negras no céu e antes de mais nada enfrentar-se diante de um espelho... de mil espelhos que verdadeiramente apontam quem você é e gritam seus piores defeitos e segredos.
Quebra-los de nada adianta... eles apenas multiplicam-se. Assim como idéias, sonhos e pesadelos.
Cada palavra segue da forma que você a marca. E cada decisão torna-se o caminho das palavras perdidas, migrando para cacos de vidro como flores em um jardim colorido. As vezes também existem flores de vidro e cacos de flores, pois para aqueles que pensam da forma lógica as coisas jamais serão como pensam ser. São sempre além de tudo.
Junto com as estações mudamos, porém em nosso interior um ano todo passa-se em um dia, uma primavera dura muito menos que um inverno... e o inverno inverso do verso puramente designado para ser o que se é. A lógica ilógica marcam os passos desmarcados de uma forma tão sincera como as lágrimas de uma nuvem branca que chora.
Algum dia alguém vai entender alguma coisa, embora seja totalmente incompreensível e sim apenas "sentível". O mundo real é para aqueles que sentem e morrem todos os dias ao dormir renascendo no outro dia de uma forma totalmente nova.
Não julgue, não olhe... não experimente. Apenas Seja! e então toda a falta de sentido fará sentido no sentido outrora sentido. Existem coisas que apenas são feitas para isso e basta para que exista a beleza mais pura de toda criação.
É no paradoxo que nos sentimos mais em casa, porque não exista quem seja apenas uma coisa só. Não exista quem sinta apenas uma coisa. Somos o conceito puro da explosão.


Pego-me pensando em formas abstratas tentando enfim desenha-las no mármore de forma totalmente diferente. Dedos trêmulos e lábios secos compõem a cena que permaneceu ali oculta em meu pensamento. São tantas coisas que penso e tento, poucas faço, e menos ainda compreendo. Mas ainda sim são coisas, pedaços de idéias que controem castelos em minha mente e eu ainda penso em abdicar de todo esse mundo... mas no fundo eu sou esse mundo e isso basta para querer sentir-me viva.

As vezes é preciso morrer para renascer. E nem sempre renascemos a mesma pessoa, mas ainda sim somos quem somos e quem morrem são aqueles que nos compõe. Como um jardim, ele nunca deixa de ser um jardim embora as flores e árvores tenham seu fim. Um dia o jardim também pode acabar... mas ele perpetuou e fez-se jardim e ponto.

E ainda sim no fundo sinto aquela música ecoando e as palavras soltas me chamando. Chamando-me para enfim poder entender que existe uma sinceridade plena em determinadas lágrimas e que um dia hei de encontra-las para me regar de uma felicidade plena de êxtase e segurança.

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