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Vida

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

As vezes é preciso perder tudo para entender a síntese em se recuperar.
Tantas vezes achamos que tudo é tão seguro, e tão inseguro ao mesmo tempo...que julgamos os passos como as gotas de chuva e esquecemos o quanto uma tempestade pode ser forte e destruidora assim como pode salvar as plantas que estão secando no sertão do medo.
Pensar demais, sentir demais, ver demais... acho que ser demais sempre faz com que no final sejamos um pouco menos que os outros por nos limitarmos, ao mesmo tempo que ser menos significa ser mais de certa forma pois na simplicidade das coisas complexas é que existe uma certeza. Sim, caótico, mas totalmente sincero.
Chegamos no chão para encostar as lagrimas na terra e entender que com isso podem brotar novos mundos.

sábado, 9 de julho de 2011

Isso é tão mágico!
Tranforma a transfusão em luz. Simplesmente por aceitar sua transformação ao tocar o outro lado. O fato de ver e crer faz com que tudo possa mudar de forma perflexa e ainda sim real. Não importa o quão vão ordenar ou condenar, esses serão sempre os sussurros finais sobre tudo, o importante é você poder ver além. Ser além. E poder voar realmente.
Libertar-se de tanto que outrora tornava-se coroa de espinhos.
Jogue as rosas sobre seu vestido e então faça de suas pétalas poesia pura, elixir de vida e não sepultamento barato de algo que não tem mais valor.
O que se faz hoje jaz amanhã.
Poucos vão se importar quando você mais precisar. [poucos...poucos] e ainda sim sendo poucos fazem toda a diferença.
São nos detalhes que gritam de forma mais linda[ e voraz] a verdade das coisas. [ que realmente valem a pena nessa vida].

E então através de nuvens de chuva o verdadeiro olhar brota. Quando menos espera. Quando menos precisa. E então você entende. e se surpreende.

sábado, 18 de junho de 2011

eu descobri que antes de mais nada é preciso que eu seja uma estrela de essência, brilhar por dentro de sinceridade e explodir as coisas que fazem parte de mim.
assim acho que entendo a criação de todas as coisas
e a simplicidade das coisas mais bonitas
[ que são aqueles detalhezinhos bobos que ninguém dá valor, mas que eu me apaixono]

sábado, 4 de junho de 2011

Despeje-se sem que caia sequer uma gota sobre si mesmo. Porque sua essência é ácido que corrói a própria pele e assim pode-se dizer que causa as maiores feridas. O veneno antes de mais nada era a cura. Hoje pode-se notar que não passa da cura que tornou-se um veneno.



Tem dias em que não consigo me enxergar. Não porque não existe espelho em meu camarim, mas porque perco-me dentro de mim .


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Decodifique-me para que explique-me perante a mim mesma. Eu que sou enigma de gente, paradigma de poesia que explora além dos pensamentos. Sensação presente que desprende e compreende o que outrora jamais fora visto. São poucos os mergulhos que foram feitos, e tantos afogados. O medo de perder o ar fez com que não fossem mais fundo, mas nem entenderam que nesse oceano podem ser o que quiserem, e que ao crerem acontece, e então o ar encheria seus pulmões da forma mais violenta, como se limpasse tudo.
"Eu sei ser tanto, sei amar como ninguém mais ama. Mas isso só acontece se eu realmente confiar".
As correntes prendem o impulso esperando o primeiro ato, e o compasso da dança. Os pés querem dançar, o coração quer voar, mas não deixam que a música sequer comece. E quando compreende já terminou.

A vida é um ato descontínuo de continuidade. Dedos passando pelo rosto saudoso, procurando sentir cada célula respirar. O toque do retoque. O enfoque da sensação. E assim vivo, assim morro, assim respiro.
obs: eu te amo com todo meu coração

quarta-feira, 11 de maio de 2011



Ele arrastou-se através do tempo em busca da água que verdadeiramente pudesse saciar sua sede inexplicável. Sua anciedade perpetuava-se ao longo de sua vida como o escuro embriagando o claro. E quando menos percebeu estava dominado por coisas que outrora jamais entenderia se não acontecesse. É sempre assim, sempre achamos ser fácil, até que passamos por aquilo e entendemos a complexidade das coisas. Simplificamos para os outros, complicamos para nós.
Paradoxos escritos, gritos descritos.
E então silêncio.









E uma lágrima.




O que será que é real afinal? como sempre essa pergunta ecoa em seu mundo como se fosse o rajar de trovões malignos assinando sua sentença de não compreender qual seria a realidade que seria vivenciada afinal. Tudo é sempre tão diferente.... ele entende e desentende no mesmo patamar que deixa correr.
É uma nota perdida. Esperando sua canção preferida.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Eu nasci para renascer. Cresci para entender. Vivi para me perder. Morri para encontrar. Encontrei para aprender que além de tudo sempre existe o mais simples e o mais belo.
Nada irá substituir a beleza da simplicidade e a grandiosidade que banha sua essência.
Somos filhos da simplicidade e por isso somos tão complexos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Eu sempre soube transformar as coisas. Outrora o que me fazia mal tornava-se dor física para então esquivar em matar em mim toda aquela culpa, hoje quero transformar em algo bom. Transformar em algo que me construa e não que me destrua, embora a dor em si me destroi. Sinto pena dos que sentem nesse aspecto, as coisas ecoam com maior intensidade. Poucos vão entender, porque poucos vão realmente sentir.
Nada está além de seus murinhos bobos, e espelhos fragmentados. Pouco se quer aprender com o próximo. Pouco quer realmente entender que não faça parte dele mesmo.

E cada vez me sinto mais só.

Poucos são os que terão coragem de tocar meu rosto e entender a profundidade que banha o abismo de minhas lágrimas.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Deslize através de um campo extenso. Caminhando como se fossem os últimos passos em direção ao paraíso ela planava ofegante na espectativa única de poder enfim descansar. Enquanto andava, corria com seu coração pulsante. Os únicos receios tornaram figuras distantes e então o que outrora a impedia de tocar no chão hoje a faz beijar o solo com sabor nos sábios sobre coisas sábias. Aprende-se tanto que quando chega adiante não observamos que aquilo que outrora nos deteriorou foi o impulso para chegarmos aonde estamos, ou aonde almejamos. As quedas destroem sonhos fracos e revigoram os sonhos reais. Ela unta a forma daquilo que será realmente a árvore de frutos maduros. É preciso aprender cada vez mais e não perder-se ao perder. A perda traz o acerto futuro, o problema é sermos imediatistas. Tudo tropessa em nós por não sabermos esperar. Queremos agora, morremos agora, e assim nos afogamos agora como outrora na mesma hora.
Eu aprendi a olhar de outra forma as coisas. Eu aprendi a realmente olhar. E sentir as coisas que olho. Pois olhar está além dos sentidos, é o sobre-sentido sem sentido que nos faz entender e viver aquilo em nosso interior.É preciso olhar de dentro pra fora e depois reverter o que foi visto de fora para dentro.