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Vida

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Está tudo revirado.[estômago,cabeça e coração]. E o aspecto de suas entranhas permanecem a mercê de sonhos despidos depois da limpeza do chão da sala de estar. Embora no quarto ainda existam as coisas mais íntimas da vida de uma mulher, segredos que ninguém jamais saberá, ainda ali existe uma foto que me perturba a minha mente. O sentimento descoberto, redescoberto e o medo tremendo acalentando a casa vazia. O vento de sua presença compreende a tudo e faz com que exista certa dependência desse aroma, embora sua intensidade tenha continuado longuinqua.
Eu preciso de você. E hoje não sei clamar nada além disso,e doi no peito, na alma e no ser a vontade de poder permanecer nos seus braços pra sempre ou quem sabe apenas por hoje.
Sinto falta de tantos tempos que esvaeceram mas que permanecem vivos dentro de mim me impulsionando a dedicar-me cada vez mais agora que o brilho de nós resplandece nesse céu cinza do cotidiano.
Um ano apenas e eu me redescobri uma nova pessoa. Um ano e eu te redescobri a cada dia e descobri você mais fundo do que eu mesma em mim.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Insônia forçadamente humana é descrita em pintura rupestre. Desde os primórdios a luta contra o sono tem frequentado minha vivência de forma profunda, cruel e desajeitada. É de noite, de noite que chove o melhor de mim despido em linhas avulsas de dedos cruelmente desalinhados conforme cada pedacinho é exalado.
É através da ausência e excesso de sono que o melhor de mim é ativado, e este é o lado da arte, a essência mais doce e suprema. Como se beber da ausência de dormir embriagasse minhas entranhas de vontades supre-reais embora mais cansada eu vá ficando.
Sou assim, o oposto daquilo que todos projetaram intelectualmente e a antítese da palabola de uma vida terrena.Aqui me despi em palavras e aqui perpetuo cantando meus versos como se fossem o vômito de borboletas [ e essas borboletas são as palavras].
Não existe volta nem correção, e foi-se. E se é.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A vida é como um verdadeiro emaranhado de pedaços picados e momentos pisados. O esvaecer dos cabelos que cortamos existiam aqueles sonhos que perpetuaram em nossas mentes e memórias que estancaram em nosso coração tanta sensação colorida [ a questão do preto e branco x todas as cores]. A incognita real que vaza atravez de dedos perdidos nos espaço esvaece ao olhar diante do espelho o reflexo de tanta coisa que passou, somos a prova real de que o tempo existe e que ainda sim deixa de existir [ pela perpetuação de sonhos e amores que nunca morrem].
somos a exatidão complexa de coisas que morrem e a esperança árdua de coisas que nascem, como um universo aparte de tudo que conhecemos, verdadeiras constelações de tramas complexas e ainda sim simples contendo toda beleza do mundo dentro de apenas um olhar vago andando pelas ruas tardias de uma cidade qualquer.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Você escolhe mudar.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Esperanças também voam e para longe de olhos tempestuosos. Minhas nuvens andam tão cheias de tantas lágrimas contidas que a tempestade caiu hoje afinal... os dedos entrelaçados escapam em meio aos raios e medos, poucos pararam para sentir a chuva ácida queimando a pele que outrora havia sido esculpida por um sorriso.
Deveras existem decisões dificeis e talves a solidão seja o caminho mais coerente para encarar a tempestade sem afestar aqueles que estão a margem do rio.
Não quero mais naufragos, além de meus sonhos, medos e anseios.
Hoje é aquele dia de sumir, de todos e de si mesmo já que o peso paira sobre olhos visivelmente cansados.
O descarte é visivel quanto aos que lhe rodeiam, poucos realmente estão ali além de fantasmas do passado e do presente, fingindo mostrarem-se uteis.
E os abraços sinceros pairam a kilometros....

existem, dias que precisamos de pessoas.... existem dias que precisamos chover de verdade e esquecer quem somos para nos encontrar desencontrando.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quando será que os caminhos vão levar para o mar? afim de que possamos afinal entender o porque de tantos períodos dificultosos? o que seria tudo isso além de um ciclo vicioso chamado vida? o que fazer para escrever tudo de forma diferente dos outros?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

[Um pingo na calçada.] e a caminhada pelo deserto tem seus proveitos e suas mortes ao caminho. Passando por mil carcaças de animais acbamos deixando carcaças de nós mesmos, algumas coisas são necessárias morrer e outras não, mas ainda sim as matamos para sermos aceitos ou enfim conseguir sobreviver a todo o calor sufocante desta caminhada. Os sapatos derreteram com o asfalto e agora na terra o cascão dos pés sujos e cansados gritam pelo descanso, mas se existir uma parada sequer o Sol pode lhe fritar e você pode morrer já que sua água tem apenas cerca de 5% e de gota em gota suas forças são renovadas de forma mínima, na esperança de poder se afogar em uma tonela de água, ou um mar de esperança real. O mais difícil desta caminhada sequer seria a falta da presença de alguém, mas creio que é a ausência. A ausência da ausência. Enquanto a caminhada árdua é realizada, visões de oasis pragmaticos vêm sido plantados, e memórias se confundem com realidades absoletas, absolutas, absoluto... luto.
Você se agarra veementemente em imagens irreais, pensando que são seguras.
Enfim a árvore. Os frutos e a água.
O cansaço é esquecido, o Sol virou Lua e a Noite com todas estrelas do mundo. Você sai correndo com toda sua força, com TODA SUA FORÇA, as lágrimas regam o solo e flores vão nascendo. -Seria tudo isso real?- O fôlego é imposto porque ele insiste em cessar, mnas você corre, você voa... e então, você tropessa e cai.
A imagem some.
Não existe nem forças para pensar, para seguir, para exalar....
de olhos fechados, com a barriga para cima você apenas espera a Morte chegar e lhe livrar de tudo já que as coisas parecem apenas ser mentira em seu deserto, em sua vida.
O sangue dos pés continuam a jorrar, já que com tanto esforço feito eles acabaram explodindo o sangue pelo chão na areia.
Tudo gira no escuro dos olhos fechados...
E já sequer sabe-se quem vai lhe matar de forma eficaz realmente, se é a fome, se é a ausência da ausência, se é a sede, se é a falta daquilo que jamais poderá se ter, se é o esgotamento do corpo, se é a canseira da alma..... apenas espera-se porque não encontra-se mais um pingo de esperança...... um pingo
outro pingo
mais um pingo
e quando menos esperamos, a chuva.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

As escolhas vão chegando e a hora sempre acaba sendo agora. A bexiga do coração voa pela plenitude farta de Desejo, que no fundo está presente em todos mas ele/ela não compreende aonde esta em si. O que afinal Desejo deseja?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

as vezes é precisoseguir com caminho doloroso quanto a "morte sentmental" para que as coisas possam dar certo de alguma forma, quem sabe as coisas possam melhorar verdadeiramente? :) o problema é a dor que ficará oculta mais uma vez, mas quanto a isso o problema tornará apenas meu. não quero mais afetar os outros, apenas isso
-as pessoas não compreendem, talves seja preciso ocultar as tristezas por de baixo do pano dos olhos.- disse uma moça a Delírio
-minhaa querida, o que seriam tristezas afinal? a realidade está em cada olho que você possui, por isso meus olhos tem duas cores. é a característica humana, ninguém é igual, e o problema é que a maioria das pessoas enchergam de uma forma só, e eu enchergo por duas, com o olho da loucura e o olho do coração.
- e a razão aonde esconde-se? se entre a loucura e o coração não existe linha racional que seja apontada como segura?
- a razão é o coração, porque as escolhas que provém dele sempre geram vida, quando elas obviamente possuem algo plenamente sincero e não quando estão repletos de Desejo, a não ser, também, que ele seja pela vida.