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Vida

sexta-feira, 5 de julho de 2013

mascaras

A entrega, a sinceridade e a síntese que perpetua além das máscaras. Quando enfim pisaremos em solo firme e conseguiremos nos entregar totalmente sem receio de fechar os olhos e tudo se dissipar?
16.03.2011 E eu tiro as minhas para viver o melhor da vida com você! Vamos refazer a Vida!

A musica do silêncio

Existem algumas músicas que ouvimos que dão aquele impulso mágico de fugir pra longe de tudo. De sair correndo e deixar a noite morrer entre seus dedos. E apenas ouvir. E apenas viver.

regressão

Aprendi uma coisa muito importante. Quando você apenas sorri para o mundo mas não sorri para si mesmo as coisas não fluem. Por não ser totalmente franco e embora seu desejo seja crescente, você não esta em harmonia consigo mesmo. Você se descobre, se permite, e enfim aprende a voar. E então-magicamente- quando você sorri para o mundo, ele te sorri de volta.

O fim da Matrix

E você? preferiu tomar a pílula azul e ver a história acabar, e você acordarando na sua cama acreditando no que quiser acreditar ou escolheu a pílula vermelha que como diria Morpheus"ficará no País das Maravilhas e eu te mostrarei até onde vai a toca do coelho. Lembre-se: tudo o que ofereço é a verdade. Nada mais." ? Daí eu não tomei nenhuma. E acabou o jogo, e todos estão livres!

Rabiscos

Melancolia. E as árvores rabiscavam um céu nublado, hoje ela se encontrava no meio da floresta. E a floresta era ela. E os pássaros. e os rios e a poesia.
Mas nesta manhã nublada o bucolismo percorre suas veias afim de gritar pelos cabelos que caem no chão e as lágrimas que ecoam pela escuridão de se encontrar no meio de tudo isso. 
E ela era a melancolia. E através dos seus rios de cores frias ela se despedaça noite e dia.
No fundo ela só queria se sentir em casa. Mas os pássaros comeram os pães que coroavam o caminho.
Tarde demais para voltar, cedo demais para desistir.

segredos

Olharia por horas e morreria por minutos. e através dos segundos- aqueles segredos reclusos e particularmente mágicos- eu vivo.

sexta-feira, 5 de abril de 2013


Ofegante depois de tanto correr o guerreiro caiu se joelhos a beira de um riacho vencido pelo cansaço. O sol batia sutilmente suas mãos que estavam ardidas pela queda.

Olhou para trás para ver se ainda estava sendo perseguido e notou que havia finalmente despistado eles. Olhou para seu reflexo no brilhante riacho e se encarou. Faziam tantos meses que não se deparava com sua imagem que quase não se reconheceu. Seus cabelos haviam crescido e a coragem em seus olhos haviam dominado seu interior. Estava diferente, havia se fortalecido depois da guerra e esses efeitos ninguém jamais haveria de entender, somente ele que passou pelo que passou e principalmente perdeu o que perdeu certa vez em um certo rio.

E como sempre a água.

E de seus olhos novamente, depois de tantos meses ele se colocou a chorar. Nem pelo cansaço que seu corpo gritava, mas pela sua alma que precisava de ar.

Uma gota de sangue mancha a água e então ele se dá conta que havia sido ferido.

As vezes ser guerreiro cansa, ter que ser sempre forte, sempre persistente, sempre encarar seus medos e se encarar a cada estagio que a vida avança[ e somos sempre nossos inimigos mais difíceis, e sempre diferentes, e sempre relacionado a nossas escolhas e temores]. Porém dessa vez o guerreiro não estava cansado de lutar, apenas estava cansado de ter que defender uma coroa.

Quem realmente é seu rei afinal?

Limpou sua ferida com a água corrente e depois saciou sua sede. Mas do que ele tinha sede de verdade?

E então olhou ao seu lado e viu uma flecha caída, provavelmente a que acabou pegando ele de raspão e o ferido anteriormente na corrida. Tamanha foi sua maratona que nem havia se tocado que levara consigo acoplada em suas vestes a arma do crime. E foi quando ele então entendeu tudo.

Não era o cansaço, não era a sede e sim o rei.

Até que ponto pode-se entregar a luta em nome de uma pessoa que se esconde por de trás de um ideal se ela sequer tem coragem de enfrentar  a guerra frente-a-frente? Jogando apenas os melhores guerreiros em seu nome e inserindo em seus corações honrosos o mérito da glória em defender sua nação quando na verdade esse rei... ou melhor “rei” sequer sabe o que realmente significa conquistar a glória por si só? De que vale ser um rei vitorioso através da gloria e da morte de outros guerreiros e não através de sua própria glória? Que honra existe nisso? Hierarquia Monarquica, privilégios sociais ou seria medo da morte? E porque esse rei teme tanto a morte se a vive todos os dias por não se aceitar como é e fingir ser algo que não é- e esse reinado de falsas língua e unicórnios de papel-?

O guerreiro e a verdade, sempre através da água.

Ele sente saudades do mar....

quarta-feira, 3 de abril de 2013


Chega uma hora em que realmente precisamos deixar as folhas percorrerem o caminho das águas.
E ela parou diante do rio.
Aproximou-se , e com suas mãos pequenas despejou as folhas que pertenciam a sua árvore de memórias na água.
E ficou olhando elas dançarem e seguirem seu caminho.
O outono havia chegado porque ela havia permitido.
Existem horas em que precisa-se deixar ir embora, mesmo que seja um pedaço tão importante de você.
E é estranho deixar ir embora uma memória tão linda....Não é deixa-la morrer, mas apenas deixar ela seguir seu fluxo. Parar de guarda-la apenas para si.
 Deixar de cultiva-la.Deixar ela passar.

De nada vale cultivar o que não dá mais frutos. E existem outros momentos tão lindos que as vezes não aproveita-se por vivenciar a soberania da comparação.
Cada momento é único, e insubstituível.

Ela se sente livre. Sorri para seu reflexo na água e deixa uma lágrima sutilmente beijar o fundo das pedras.
E é estranho depois de tantos anos.... permitir-se viver afinal.

"Boa noite meu amor. Boa noite"
Ela diz tocando a água, sorrindo, afinal estava cumprindo o amor eterno que havia prometido.




Boa noite meu amor. Que os sonhos possam um dia entregar-me novamente em seus braços. e que através de seus braços eu seja seu sonho assim como você o meu.
E que possamos cultivar tudo que nossos olhos prometiam e que o tempo nos roubou.
Boa noite e saudades. Saudades do que um dia fomos. Com nostalgia relembro as brincadeiras bobas e a inocência que perpetuava através da franqueza .
Amo você. Amei você. Amarei você. Sempre. Nunca mais.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Meu encanto prossegue aonde jaz meu canto. E em meu mundo todo ecoa o grito de uma liberdade adjacente.O pulo significa morte. Mas no fundo eu sabia que de certa forma era preciso pular para encara-la.
 Muitas vezes não sabemos que frequência as coisas estão, apenas sabemos que elas estão. As oportunidades são pássaros raros que voam rápido para buscar mais pedaços para seus ninhos. E como um pássaro eu resolvi voar.
Pulei. Morri. Voei. Vi.

E então novamente compreendi a magnitude das escolher. Entre os dedos calados um grito perpetua pela margem de um rio solto de emoções. Hoje sou e nada calará meu grito mediante a isso.
Meu inverno é meu pensamento, e o mar minhas emoções. O calor do Deserto havia me cegado mais uma vez e mil miragens fiz de mim nas areias, afim de me moldar de uma forma que me confortasse mais. Menina de areia. Mulher que brinca. Mulher que vira menina e menina que vira mulher. E enfim os papeis tinham se trocado e eu sequer havia me dado conta.  E quando dei por mim eu havia virado quase tudo aquilo que eu mais odiava.

No salto ela morreu, mas Ela voou.
E eu estava em casa novamente.
Deitei-me sob o céu estrelado. E o sopro do vento - este que sempre me trouxe tanta vida- me saudava com um sorriso lindo, embriagando-me mais uma vez e percorrendo cada pedaço de meu corpo.

No final Ela que sou eu e eu que sou Ela nos encontramos novamente enquanto ela, a menina, voltou a se tornar apenas um rastro de areia da janela passada.

sábado, 19 de janeiro de 2013

E então a luz.
E Descobri que não preciso ser iluminada pelas estrelas ao meu redor, mas que a pequena luz que realmente preciso está dentro de mim.Sem reparar sempre foi a que me aqueceu- mesmo que de forma fraca, por negar tal existência...- no inverno rigoroso. Hoje estou feliz como nunca estive outrora. Não porque tenho amigos, não porque aconteceu algo em especial.. minha vida continua a mesma de trabalho-casa e as vezes diversão. Mas porque tenho aprendido a arte em me descobrir sem ter medo :)