Na chuva as coisas se decifram e do mesmo modo elas se devoram. E me devoram junto de cada gota que cai, e tornam-me parte dessa sinfonia.
Creio que no fundo todas as vezes que o céu chora, uma parte de mim renasce com ele, como se fosse um pedido de desculpas a mim mesma por não olhar para dentro. A chuva tras à tona o melhor de mim que os dias de trabalho árduo ocultaram nesse período de seca.
Meus labios sequer sabiam mais a respeito do sabor das gotas de libertade e criação assim como minha pele não tinha mais sensibilidade por conta das crateras que se abriram em nome de todo esse deserto.
Antes fosse um Oasis, mas no fundo apenas sobrevivi em nome de uma miragem que gritava em meu espelho e que não chegava nem perto do que eu realmente havia me tornado.
Abdicar de tudo em nome de algo sem amor. Será que esse era o caminho menos doloroso afinal? ou é mais doloroso acordar e ver que você não era nada do que conhecia? e que no fundo na verdade nunca se conheceu realmente por conta da postura crítica em relação a si mesma?
Punir-se pelos outros não irá libertar as chagas, apenas afaga-las e torna-las cada vez mais profundas, pois do mesmo modo que absorve-se o problema alheio, torna-se totalmente dependente de seus medos, seus elogios, seus abraços... sendo que a maioria das pessoas não vêem as coisas como você.
Pois é, esperar demais não é o problema, e sim o fato de esperar.
O vento me embala mais uma vez como tantas outras ele o fez, e mostra que tudo o que mais preciso reside aqui dentro de mim. Longe de posturas alheias ou olhares. No fundo eu só precisava entender, mas creio que o entendimento não é uma resposta... e sim mais uma pergunta que gera outra pergunta dolorosa... e assim gradativamente.
Acho que nos preocupamos tanto em deixar nossa marca no mundo que esquecemos de deixar a nossa verdadeira marca em nós mesmos. Como se fosse afirmação de algo esperar alguma opinião alheia.... -mesmo porque a maioria das bocas que lhe beijam são as mesmas que escarram em ti - como disse o grande poeta.
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Vida
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Joana arrebentara finalmente a porta de sua jaula. Se via tão pequena diante daquelas grades que a aprisionara, mas ainda sim achava que um dia conseguiria se libertar. E o medo de encarar o que existe la fora se era tão pouco perto do mundo que ali existia?
E então ela descobriu que a porta apenas estava encostada, a chave era ela mesma.
Abrira devagar com sua asa frágil. E assim que colocou os pés e os olhos para fora encarou o grande espelho d´agua no chão o qual havia sido feito com as lágrimas de todos esses anos.
E então ela descobriu... ela era muito mas muito mais do que imaginara ser.
E tantas pessoas tentaram lhe dizer tal coisa mas ela não acreditava, pois o que via nunca correspondia ao que diziam a ela.E hoje ela começou a entender um pedaço de tudo isso. Não era apenas um pequeno pássaro como se via, e não estava em uma jaula. Era uma menina que estava presa dentro de si mesma o qual ela mesma havia se condenado aquela situação.
Nada do que acontece hoje é por causa dos outros. É única e exclusivamente por nossa culpa, afinal nossas escolhas nos levaram a tal situação. E dessa situação outras escolhas fluirão. São gotas de um oceano chamado vida.Somos o que escolhemos ser. Vivemos o que escolhemos viver quando temos o poder de escolha.Escolha sua escolha, Viva sua vida. Escolha sua vida e Viva sua escolha.
E o que você escolhe? E ela, mais uma vez, escolheu VIVER.
domingo, 18 de novembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Nem todas as folhas são de ouro quando o outono esta gritando dentro de você. A sua vontade é de voar pra longe de tudo isso, mas nem tudo é como você deseja, mesmo porque desejos são perigosos.
Ninguém vai ter toda delicadeza do mundo que nem você quanto as pequenas coisas, por isso no fundo sua solidão sempre irá gritar.
Poucos se colocarão em seu lugar porque o próprio lugar deles são insuportáveis...
Hoje o outono me faz falta pois o verão queimou todos os meus ganhos e eu não consigo mais alcançar o céu.
Ninguém vai ter toda delicadeza do mundo que nem você quanto as pequenas coisas, por isso no fundo sua solidão sempre irá gritar.
Poucos se colocarão em seu lugar porque o próprio lugar deles são insuportáveis...
Hoje o outono me faz falta pois o verão queimou todos os meus ganhos e eu não consigo mais alcançar o céu.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Tanta coisa que coisa alguma acaba acontecendo. Judy torna-se estático diante daquele portal enorme que encontrou, porem o medo de encontrar algo ruim o impediu de abri-lo de tal forma que ele sequer notou o fato de tê-lo encontrado no meio de floresta.
Estava escondido, em baixo daquelas arvores frondosas e pomposas, mas ainda sim era real. As vezes tornava-se quase impossível distinguir a realidade em sua mente- por conta de suas ilusões serem tão fortes que tornavam-se reais só de pensar [ e se formos pensar existe sentido nisso. Pois quando dormimos nem sempre sabemos quando estamos sonhando ou estamos acordados. Sabemos que é absurdo, mas ainda sim é normal em nossa mente. E como saber se não estamos em outro mundo? Como saber se os sonhos n]ao são um pulo para outra realidade?].
Seus passos tornaram-se tão pesados como a imagem daquela frondosa passagem de aço, parecendo impedi-lo de andar, como se houvessem raízes o puxando para o chão afim de torna-lo estático.
Tirou de seu bolso um papel amassado, com as letras todas borradas. Leu e respirou fundo.
Seu olhar mudou e com ele seu mundo e em um segundo todo seu corpo respondeu.
A decisão foi tomada.
O papel estava borrado por suas lágrimas, e amassado por ter expresso naquele pequeno pedaço toda sua fúria, todo seu ódio....todo o seu amor. Aquele pequeno pedaço era tudo que ele mais acreditava. E isso que o impulsionou a acreditar.
Naquele as letras pareciam gritar e o rosto de quem ele mais amava parecia falar com ele... e a vontade de poder mudar tudo, poder consertar seu maior erro.
Colocou a mão na imensa maçaneta me ferro retorcido.
"-Susy"- mencionou.
Ele respirou fundo mais uma vez.
E então ele abriu a porta.
Estava escondido, em baixo daquelas arvores frondosas e pomposas, mas ainda sim era real. As vezes tornava-se quase impossível distinguir a realidade em sua mente- por conta de suas ilusões serem tão fortes que tornavam-se reais só de pensar [ e se formos pensar existe sentido nisso. Pois quando dormimos nem sempre sabemos quando estamos sonhando ou estamos acordados. Sabemos que é absurdo, mas ainda sim é normal em nossa mente. E como saber se não estamos em outro mundo? Como saber se os sonhos n]ao são um pulo para outra realidade?].
Seus passos tornaram-se tão pesados como a imagem daquela frondosa passagem de aço, parecendo impedi-lo de andar, como se houvessem raízes o puxando para o chão afim de torna-lo estático.
Tirou de seu bolso um papel amassado, com as letras todas borradas. Leu e respirou fundo.
Seu olhar mudou e com ele seu mundo e em um segundo todo seu corpo respondeu.
A decisão foi tomada.
O papel estava borrado por suas lágrimas, e amassado por ter expresso naquele pequeno pedaço toda sua fúria, todo seu ódio....todo o seu amor. Aquele pequeno pedaço era tudo que ele mais acreditava. E isso que o impulsionou a acreditar.
Naquele as letras pareciam gritar e o rosto de quem ele mais amava parecia falar com ele... e a vontade de poder mudar tudo, poder consertar seu maior erro.
Colocou a mão na imensa maçaneta me ferro retorcido.
"-Susy"- mencionou.
Ele respirou fundo mais uma vez.
E então ele abriu a porta.
Você nasce e aprende a captar os gritos que ninguém consegue, não por necessidade mas por simplesmente ser assim- e ver aquilo que poucos vêem...-
Então você se surpreende com o mundo e o tamanho das coisas pequenas, fica totalmente encantado. Mas do mesmo modo que coisas pequenas te surpreende, coisas pequenas te ferem.E todas as coisas de coisas acabam tornando-se um entulho enorme dentro de você.
Você cresce, e vira um ótimo caçador, um ótimo ouvinte e da mesma forma acredita que existem outros que são assim. Você cai, você se quebra. E então grita, mas ninguém compreende o tamanho que as coisas pequenas são grandes para você [ assim como uma gota de chuva e toda magnitude que ela traz consigo por ser chuva]. Você se vê sozinho, embora esteja rodeado de pessoas.
Então você cai, cai, cai, cai, cai. e grita, grita, grita, grita. Alguns ouvem, mas acham ser exagero e "relevam" seu grito, julgando-o de forma discrepante...sem compreender que você apenas queria conforto, se sentir em casa.
Você morre. E entende o silêncio. O quanto ele é mortal, mas o quanto ele é poderoso. E aprende a renascer através dele. E tranca seu jardim secreto.
Nem tudo é o que parece. Nem sempre se chega a fundo em uma pessoa de forma tão simples. A maioria das vezes por mais confiança que se tenha em alguém, ainda sim é difícil acreditar que quando você entregar uma cópia dessa chave essa chave não será jogada no rio e você mais uma vez se sinta traído.
As vezes somos duros, esperamos demais, fingimos não nos importar para que não quebremos mais do que já estamos quebrados.
...mas no fundo, bem la no fundo daquele jardim secreto apenas esperamos aqueles que apesar dos pesares jamais irão rir das flores estranhamente azuis que nasceram do mais infinito de nós. No fundo.... apenas esperamos. Não por necessidade, mas por simplesmente ser assim.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Diga-me o que outrora nunca compreendeu. Hoje sua contradição é sua afirmação e justamente aquela que sustenta a fundação de sua moradia. Laços vão tornando-se lapsos de memórias. Os pedaços vão se recriando ao passo que vão desvendando o antigo e inimiginando a potencialidade do novo. O novo assusta como andar em um temporal. Porém é no temporal que podemos lavar a alma e tirar toda a lama estática de nossos olhos. No final as coisas vão apenas se recriando para viver em sua potencialidade no Agora. Então descobre-se que nunca teve um final pois tudo é sempre o começo. E então o sorriso. E então a vida!
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